Por: Rafael Rübenich e Lucas Pizarro.

A Agrofloresta do Futuro teve a honra de se encontrar na Chapada dos Veadeiros com o Mestre Ernst Götsch para bater um papo descontraído e muito produtivo. O nosso propósito na conversa foi de descobrir sua visão de COMO a agricultura sintrópica se tornará o principal sistema de produção de alimentos do Brasil e do mundo e quais os próximos passos que os jovens produtores e empreendedores precisam se atentar para atingir esse objetivo. E o segredo foi revelado.

Você já deve conhecer a história e atuação deste notável protagonista da verdadeira revolução verde. Ele dedica sua vida à transformação que quer ver no mundo para as próximas gerações: O paraíso de abundância na Terra, onde o homem e a natureza prosperam juntos, cumprindo cada um suas funções, motivados pelo prazer interno, cooperando mutuamente, com amor incondicional e livres da competição.  Esses princípios básicos são os mesmos que fundamentam a filosofia e as técnicas da agrofloresta ou agricultura sintrópica e são reiterados incansavelmente por ele em todas as suas aulas e apresentações.

Foi a partir dessa visão ampla como agricultor, cientista, professor e empreendedor que ele sintetizou e sistematizou com êxito um conjunto de técnicas desenvolvidas utilizadas pela própria natureza. As Florestas. É muito claro que a base de seu conhecimento transpõe a combinação da ciência moderna e da agricultura tradicional de vários continentes.

O resultado deste esforço é naturalmente reconhecido por pessoas do mundo todo, que mesmo de origens culturais diversificadas reconhecem a lógica e intuitivamente espalham a semente desse modelo de agricultura regenerativa por todos continentes.

Suas aulas e apresentações são acompanhadas atentamente por pessoas de todos os níveis de formação escolar e diferentes faixas etárias que tem em comum a vontade de empreender seu tempo, recursos e energia em algo que faça sentido para o planeta ou para o todo. Pessoas que querem unir o útil ao agradável e até viver de agricultura sintrópica.

E já existem muitos casos que mostram que é possível, porém, Ernst Götsch frisa que  além dos princípios e técnicas da agricultura sintrópica aplicadas na produção seja na fazenda, no sítio, chácaras, pequenos ou grandes empreendimentos, há de se atentar para ciclos, etapas e combinações, que devem ser consideradas ao se projetar uma agrofloresta ou criar agroecossistemas.

Evidentemente esses ciclos e conhecimentos não ocorrem apenas nos patamares biológicos e agronômicos de produção. É necessário ter sensibilidade para observar a capacidade e limitações do seu local e do seu mercado, flexibilidade para definir metas e agilidade para tomar decisões e assim então construir um empreendimento sólido e sustentável.

De fato, essa nova geração de produtores, empreendedores e cientistas do campo que desejam trilhar os passos em direção a sua agrofloresta de sucesso já tem muito conhecimento e ferramentas disponíveis. Mas, apesar da facilidade de acesso à informação na era digital, é necessário que se preparem para desafios que vão além de conhecer os consórcios mais rentáveis e as técnicas de plantio e manejo mais eficientes.

Ernest Götsch deixa bem claro que: “Muitas pessoas acham que é só fazer cursos, voltar pra casa, produzir e viver disso. Mas se dão conta que ser Produtor é uma das profissões mais difíceis e complexas que existem no mundo; O produtor também deve ser artista (criativo) e continuar sempre como cientista (testando hipóteses). Em suas palavras: O conhecimento é o maior insumo da agricultura sintrópica, que é focada principalmente em processos e não apenas em insumos e produtos.”

O Sr. Ernst já provou que as técnicas da agricultura sintrópica podem ser aplicadas em qualquer bioma do nosso País ou continente, independentemente do nível de degradação, disponibilidade de recursos ou do tamanho da área. Parece utopia, mas técnica e cientificamente estamos falando de um modelo que elimina o paradigma da produção versus conservação.

Uma vez que não restam dúvidas sobre a eficiência deste modelo de produção, nossa principal missão ao encontrar com o Ernst foi de descobrir então quais os passos que os novos empreendedores/produtores de agricultura sintrópica devem trilhar para criar e expandir seus negócios agroflorestais sintrópicos. 

E sacadas importantes foram compartilhadas conosco confirmam que Ernst está sempre alinhado e pronto a ajudar a comunidade da Agrofloresta que tem o espírito empreendedor.

1) O primeiro deles é: A importância do profissionalismo na agricultura sintrópica.

Confirmamos nesse papo que o professor e empreendedor Ernst Götsch compartilha da visão sobre a importância do profissionalismo na agricultura sintrópica.

Muitos empreendedores se surpreendem com a complexidade da atividade rural, principalmente quando se deparam com a necessidade de desenvolver novas habilidades que vão além do trabalho no campo. Uma vez que  Os processos envolvidos em um empreendimento agroflorestal  vão  além da produção, é necessário se atentar para área financeira, administrativa, de comercialização e de recursos humanos. Nessas áreas  o empreendedor deve exercer diferentes funções como o planejamento, organização, direção e controle das atividades.

Como o próprio Ernest disse: é arte com profissionalismo.

De acordo com Ernst, sua experiência com grandes produtores fortaleceu a agricultura sintrópica, pois só a organização e sistematização do negócio puderam demonstraram em números a viabilidade técnica e econômica desse sistema em relação aos modelos convencionais de produção utilizados atualmente. Ele citou exemplos da Fazenda da Toca e de José Christovam pecuarista do Mato Grosso, entre outros parceiros e clientes que ele acompanha em suas consultorias.

Na nossa opinião, a expansão da agricultura sintrópica vai depender não apenas da mecanização, apontada atualmente como o maior gargalo, mas principalmente da organização, sistematização de processos e da comunicação intraespecífica e interespecífica entre todos os agentes envolvidos no setor. 

2) O segundo ponto destacado por Ernest foi: A agregação de valor – Da floresta  à boca do consumidor.

Comentamos com o Ernst sobre problemas relatados por empreendedores que implementaram o sistema de agricultura sintrópica com o objetivo de consolidar pequenos e médios empreendimentos, mas que perdem forças e competitividade pelo excesso de produção (parece até piada, mas a abundância também pode gerar problemas), dificuldade em acessar canais de comercialização, viabilidade econômica de oferecer no mercado produtos a preços acessíveis e competitivos.

Nesse sentido, de acordo com o Ernst, além de estudar o mercado e planejar o que, como e quando produzir e vender, uma das maiores estratégias que ele utiliza e recomenda é o beneficiamento ou agregação de valor. Ele citou na conversa vários exemplos de produtores que melhoraram o resultado financeiro de seus negócios transformando suas matérias primas de baixo valor em produtos de alto valor agregado. Ele é o próprio exemplo disso e afirma que somente depois que passou a comercializar produtos processados diretamente com o consumidor final obteve margens de lucro positivas.

Outra estratégia comentada é de atender nichos de mercado. É importante pesquisar o mercado, planejar a melhor forma de atendê-lo e promover seus produtos e explorar  canais de comercialização alternativos.

A estratégia que deve ser considerada antes de começar a produzir é de ao invés de se produzir grande variedade e volume para fins comerciais, focar em produtos que possuem mercados consolidados e quem sabe, em alguns casos, criar novos nichos de mercado até então impraticáveis em determinada região.

“Um bom trabalho no beneficiamento da matéria prima e atendimento de nichos de mercado podem quadruplicar o valor pago ao produtor”.

3) A terceira e última mensagem Mensagem do Ernst é: Além de profissional seja sempre um cientista.

Pelo que entendemos nessa mensagem, o Senhor Götsch quis dizer que ao invés de procurar receitas e métodos prontos para replicar, o papel do agricultor/empreendedor é de estudar, investigar, testar e criar novos modelos que mais se adaptam a sua realidade. Criar novas soluções através de combinações criativas. Uma vez testada pode-se então expandir e escalar a produção ou não.

Um novo empresário que entrou para o ramo dos negócios sustentáveis e da Agrofloresta Sintrópica, Pedro Diniz da Fazenda da Toca, tem um lema que traduz muito bem a importância da visão estratégica profissional e empreendedora: Comece pequeno, pense grande e aja rápido.

Para se construir um negócio sustentável ambientalmente, socialmente e economicamente viável ao longo do tempo com agrofloresta é importante antes de começar, ter uma visão sistêmica e integrada do campo à boca do consumidor. Saber o ponto de partida (diagnóstico), onde quer chegar (objetivos), conhecimentos e habilidades que devem ser desenvolvidas para fazer da agrofloresta o seu melhor negócio.
Gostou? Junte-se à maior comunidade de empreendedores em agrofloresta do mundo! Curta, compartilhe na sua comunidade, com seus amigos e empreendedores dispostos à fazer com a natureza o melhor negócio ou investimento.

Há Braços!

A natureza é sem dúvida surpreendente!!! Como é possível a agrofloresta produzir até 80 toneladas de alimentos por hectare (ou 8 kg por metro quadrado, anualmente), com baixo custo e ainda melhorando o solo? Se comparado ao sistema convencional de produção.

Com um sistema de monocultura irrigada com pivô, sistema de alta tecnologia e caríssimo, com rotação de culturas é possível atingir no máximo 15 toneladas de Soja, milho e feijão em um hectare por ano, onde além de água vão toneladas de adubos químicos (fertilizantes) e agrotóxicos (defensivos agrícolas), solo perdido por erosão, aquecimento do local, compactação e impermeabilização do solo, prejudicando a recarga dos lençóis freáticos, as margens dos rios e a qualidade da água.  E se não utilizarmos pivô e plantio rotacionado essa média de produção desce para de 2 a 5 toneladas.

Além da produtividade (produção por área) a qualidade dos alimentos produzidos são muitos diferentes entre os dois sistemas. Na Agrofloresta é possível trabalhamos com alimentos de maior valor agregado como tubérculos, frutas, castanhas, plantas medicinais, grãos, cereais, hortaliças e até madeira.

Agora, vamos fazer uma continha com base no modelo que utiliza os princípios  e dinâmicas da sucessão natural e da estratificação. Só por alto para lembrar:  O princípio da sucessão permite que se produza diferentes tipos de plantas em uma única área de acordo com seu ciclo de vida (tempo). A estratificação permite a otimização da captação de luz (fotossíntese) considerando as diferentes necessidades por luz e a arquitetura de cada planta.

Screen Shot 2018-03-27 at 15.33.56Screen Shot 2018-03-27 at 15.34.48

Considerando 1 hectare de agrofloresta: Onde o espaçamento entre os canteiros (linhas) de frutíferas são de 5 metros entre si e largura de 1 metro. Que entre cada canteiro (linha) de frutífera há 3 canteiros de 1 metro cada para as culturas anuais (roça).

Screen Shot 2018-03-27 at 15.41.03

Produção Consorciada por hectare/ano. A partir do ano 4 pode se ter as produtividades abaixo. Mas calma, não precisa esperar 1, 2, 3, até 20 anos para começar a colher! Dependendo do desenho do seu SAF é possível colher a partir do primeiro mês.

Culturas perenes / ciclo médio e longo/ pioneiras e secundárias – extrato arbóreo médio / extrato arbóreo inferior:

  • Banana espaçamento 3×5 –> 630 Bananeiras/ ha –> 20 kg/pé —> 12.600 
  • Limão espaçamento 3×5 –> 630 limoeiros/ ha —> 100 kg/pé —> 6.300 
  • Café espaçamento 2 x 5 —> 1.000 pés de café/ha —> 0,7 kg/pé —>  700
  • Abacate espaçamento 10x5m —>  200 abacateiros/ha —> 100 kg/pé —> 2.000
  • Mamão espaçamento 3×5: —> 630 mamões/ha —> 40 kg/pé —> 25.200

Culturas anuais / ciclo curto / Roça / Placenta – Extrato herbáceo / extrato arbustivo:

  • Mandioca: espaçamento 1.5 x 1—> 6.000 manivas/ha —> 4 kg/pé —> 24.000
  • Milho verde: espaçamento 1.5 x 0.5 —> 12.000 pés/ha —>0.3 kg/espiga —> 4.000
  • Feijão: espaçamento 1.5 x 0.5 —> 36.000 pés/hectare —> 0.011/pé —> 396

Total Culturas anuais + perenes —> 62.608 kg/hectare/amo

Olericultura (hortaliças, legumes e vegetais) / Placenta – Extrato herbáceo: 

Vamos considerar um consórcio bem simples e já difundido e que o 1 hectare (10 mil m2) dessa agrofloresta seja dividido tenha 100 metros de largura e 100 metros de comprimento. Isso dá 20 linhas de canteiro de frutíferas + 54 linhas de canteiros de roça —-> 54 linhas de 100 metros = 5.400 m2 de canteiros para nossas hortaliças. Como elas tem o ciclo curto e são bianuais (é possível plantar e colher duas safras por ano) temos:

  • Rúcula: 12 pés/m2 —> 24 pés/ano —> 0.04 kg/pé/ciclo de plantio —> 5.184
  • Alface: 5 pés/m2 —> 10 pés/ano —> 0.2 kg/pé/ciclo de plantio —> 10.800
  • Couve-Flor ou repolho: 4 pés/m2 —> 8 pés/ano —> 0.5 kg/pé/ ciclo de plantio —> 21.600

Total da olericultura —> 37.584 kg/hectare/ano

Total Culturas anuais + Perenes + Oleiricultura = 100.192 kg/hectare/ano (100 toneladas) 

Considerando 20% de perda ————> 80 Toneladas comida/ hectare/ ano.

Consideramos aqui um consórcio de hortaliças e verduras utilizadas em muitos desenhos de SAF sintrópicos, como o sistema FILHO, recém lançado pela Embrapa (Sistema Filho: fruticultura integrada com lavouras e … – Infoteca-e), baseado no modelo desenvolvido pelo pesquisador Ernst Götsch no Sítio Semente em Brasília. Você pode conhecer réplicas desse sistema em várias cidades e estados brasileiros.

Veja um croqui ou uma planta baixa e um desenho de corte transversal do modelo de SAF para entender como a estratificação possibilidade essa variedade de consórcios. Trata-se do aumento da eficiência no aproveitamento da luz. Uma máquina de fotossíntese. É como se ao invés de plantar apenas em área plana o plantio fosse feito em vários andares (extratos) de um prédio (floresta). O manejo e as podas vão influenciar muito na dinâmica e nesses resultados.

Screen Shot 2018-03-27 at 15.37.44

A independência de adubação e correção anual do solo dá-se principalmente pelo manejo de podas e com a cobertura de solo, que além de produzir uma terra de qualidade química, física e biologicamente falando, retém água, matéria orgânica, acaba com problemas de erosão e promove a infiltração de água (poupança de água) e a recarga dos lençóis freáticos.

A biodiversidade promove o equilíbrio biológico e elimina a necessidade de aplicação de defensivos químicos (agrotóxicos).

As condições climáticas do local de plantio (microclima) favorecem a saúde das plantas, não as expondo a estresses por excesso de insolação, ventos e variações bruscas de temperatura. E ainda a evapotranspiração das plantas promove a chuva.

Aqui está nossa vocação como um país florestal. Nação da abundância de água e biodiversidade. A oportunidade de geração de renda e valor para todo o mundo.  Esse é o modelo “Apple” de produção.

A resposta bem resumidamente é  simples: Menos custo de produção com insumos, mais produtos em volume e qualidade, maior valor agregado, maior diversidade de produtos e consequentemente menos risco na hora da venda.

Vale lembrar uma coisa: Apesar desses índices de produtividade variarem de acordo com o clima, região, solo, quantidade de tempo e recursos para investir, intensidade do manejo, os sistemas agroflorestais (a lógica da sucessão e estratificação, consorciação e outros princípios) podem ser implementados praticamente em qualquer lugar ou bioma do mundo).

Espero ter te auxiliado a entender um pouco mais a lógica das agroflorestas sintrópicas.

Agora eu lanço um desafio ao mesmo tempo uma ajuda para você. Topa? Imagine que você tenha implementado esse sistema no seu sítio, chácara, fazenda, até mesmo no quintal. Produzindo esse cardápio que detalhamos acima, qual seria a receita bruta com a safra de um ano? Nem precisa calcular como preço de orgânicos, pode ser os preços de mercado de alimentos convencionais e nos diga qual seria a sua receita bruta total!

Agradecidos pela oportunidade de trocar essas idéias!

Há braços!

Agrofloresta do Futuro

Se eu te disser que existe um método completo e seguro para você fazer sua Agrofloresta mesmo sem nenhuma experiência no campo ou formação técnica agronômica, com potencial de produzir R$ 30 mil de alimentos orgânicos em 1000 m2 você acredita?

Você já parou para pensar quanto você e sua família consomem de alimentos durante um ano? Uma família de 4 pessoas na cidade gasta por ano aproximadamente R$ 73.000,00. 

Surpreendente! Considerando uma família que vivem nas grandes capitais do Brasil. Que graças ao estilo de vida agitado e as 1001 atividades cotidianas, distâncias, trânsito e falta de tempo não conseguem comer em casa e dependem de restaurantes. Claro que neste custo estão embutidos os custos dos insumos que os produtores utilizam, transportes, processamento, embalagem, condicionamento, marketing, impostos, lucros industriais, empresariais e outros serviços.

Desta forma, dividindo este gasto anual familiar que tem que comer fora, por pessoa, concluímos que uma pessoa gasta R$ 18.250,00 de comida anualmente.

Então, para uma pessoa sobreviver hoje em uma cidade no Brasil que não cozinha em casa precisa fazer R$ 1.520,00 por mês só para bancar uma alimentação descente. 

Se fossemos considerar a qualidade – nutricional – do alimento e estimar todo o impacto ambiental dos insumos até chegar em nossa boca – desflorestamento, custo energético, gasto de água, poluição por agroquímicos e emissão de CO2 – essa conta certamente dobraria. E deve dobrar em breve!

Geralmente nós não paramos para pensar ou fazer essa conta. Até nós como técnicos que há mais de 12 anos acompanhamos a produção e exportação de alimentos no Brasil de diversas cadeias produtivas, foi surpreendente acreditar no potencial desses resultados.

Então, se considerarmos que uma pessoa adulta come em média 1kg por dia, são 365 kg por ano.  Assim, uma família de 4 pessoas necessita de 1.400 kilos de comida em um ano.

Todos nós sabemos que em 1 mil metros quadrados de agrofloresta é possível produzir até 8.000 kilos de alimentos orgânicos. Ou seja, você pode alimentar a sua e mais 4 famílias com apenas 1 mil m2 de canteiros agroflorestais sintrópicos.

E não é preciso ser um especialista ou um agricultor para ter esses resultados. Não precisa ter grandes áreas ou produção em larga escala, uma vez que esse sistema de produção é muito intensivo. E não precisa de altos investimentos, uma vez que o sistema é até 40% mais independente de insumos externos.

Isso por que nem consideramos nessa conta que além disso, você pode recuperar áreas degradadas, nascentes e que os agroecossistemas podem ser implantados em qualquer lugar do Brasil e do Mundo!

 

A Agrofloresta do Futuro teve a honra de se encontrar na Chapada dos Veadeiros com o Mestre Ernst Götsch para bater um papo descontraído e muito produtivo. O nosso propósito na conversa foi de descobrir sua visão de COMO a agricultura sintrópica se tornará o principal sistema de produção de alimentos do Brasil e do mundo e quais os próximos passos que os jovens produtores e empreendedores precisam se atentar para atingir esse objetivo. E o segredo foi revelado.

Você já deve conhecer a história e atuação deste notável protagonista da verdadeira revolução verde. Ele dedica sua vida à transformação que quer ver no mundo para as próximas gerações: O paraíso de abundância na Terra, onde o homem e a natureza prosperam juntos, cumprindo cada um suas funções, motivados pelo prazer interno, cooperando mutuamente, com amor incondicional e livres da competição.  Esses princípios básicos são os mesmos que fundamentam a filosofia e as técnicas da agrofloresta ou agricultura sintrópica e são reiterados incansavelmente por ele em todas as suas aulas e apresentações.

Foi a partir dessa visão ampla como agricultor, cientista, professor e empreendedor que ele sintetizou e sistematizou com êxito um conjunto de técnicas desenvolvidas utilizadas pela própria natureza. As Florestas. É muito claro que a base de seu conhecimento transpõe a combinação da ciência moderna e da agricultura tradicional de vários continentes.

O resultado deste esforço é naturalmente reconhecido por pessoas do mundo todo, que mesmo de origens culturais diversificadas reconhecem a lógica e intuitivamente espalham a semente desse modelo de agricultura regenerativa por todos continentes.

Suas aulas e apresentações são acompanhadas atentamente por pessoas de todos os níveis de formação escolar e diferentes faixas etárias que tem em comum a vontade de empreender seu tempo, recursos e energia em algo que faça sentido para o planeta ou para o todo. Pessoas que querem unir o útil ao agradável e até viver de agricultura sintrópica.

E já existem muitos casos que mostram que é possível, porém, Ernst Götsch frisa que  além dos princípios e técnicas da agricultura sintrópica aplicadas na produção seja na fazenda, no sítio, chácaras, pequenos ou grandes empreendimentos, há de se atentar para ciclos, etapas e combinações, que devem ser consideradas ao se projetar uma agrofloresta ou criar agroecossistemas.

Evidentemente esses ciclos e conhecimentos não ocorrem apenas nos patamares biológicos e agronômicos de produção. É necessário ter sensibilidade para observar a capacidade e limitações do seu local e do seu mercado, flexibilidade para definir metas e agilidade para tomar decisões e assim então construir um empreendimento sólido e sustentável.

De fato, essa nova geração de produtores, empreendedores e cientistas do campo que desejam trilhar os passos em direção a sua agrofloresta de sucesso já tem muito conhecimento e ferramentas disponíveis. Mas, apesar da facilidade de acesso à informação na era digital, é necessário que se preparem para desafios que vão além de conhecer os consórcios mais rentáveis e as técnicas de plantio e manejo mais eficientes.

Ernest Götsch deixa bem claro que: “Muitas pessoas acham que é só fazer cursos, voltar pra casa, produzir e viver disso. Mas se dão conta que ser Produtor é uma das profissões mais difíceis e complexas que existem no mundo; O produtor também deve ser artista (criativo) e continuar sempre como cientista (testando hipóteses). Em suas palavras: O conhecimento é o maior insumo da agricultura sintrópica, que é focada principalmente em processos e não apenas em insumos e produtos.”

O Sr. Ernst já provou que as técnicas da agricultura sintrópica podem ser aplicadas em qualquer bioma do nosso País ou continente, independentemente do nível de degradação, disponibilidade de recursos ou do tamanho da área. Parece utopia, mas técnica e cientificamente estamos falando de um modelo que elimina o paradigma da produção versus conservação.

Uma vez que não restam dúvidas sobre a eficiência deste modelo de produção, nossa principal missão ao encontrar com o Ernst foi de descobrir então quais os passos que os novos empreendedores/produtores de agricultura sintrópica devem trilhar para criar e expandir seus negócios agroflorestais sintrópicos. 

E sacadas importantes foram compartilhadas conosco confirmam que Ernst está sempre alinhado e pronto a ajudar a comunidade da Agrofloresta que tem o espírito empreendedor.

1) O primeiro deles é: A importância do profissionalismo na agricultura sintrópica.

Confirmamos nesse papo que o professor e empreendedor Ernst Götsch compartilha da visão sobre a importância do profissionalismo na agricultura sintrópica.

Muitos empreendedores se surpreendem com a complexidade da atividade rural, principalmente quando se deparam com a necessidade de desenvolver novas habilidades que vão além do trabalho no campo. Uma vez que  Os processos envolvidos em um empreendimento agroflorestal  vão  além da produção, é necessário se atentar para área financeira, administrativa, de comercialização e de recursos humanos. Nessas áreas  o empreendedor deve exercer diferentes funções como o planejamento, organização, direção e controle das atividades.

Como o próprio Ernest disse: é arte com profissionalismo.

De acordo com Ernst, sua experiência com grandes produtores fortaleceu a agricultura sintrópica, pois só a organização e sistematização do negócio puderam demonstraram em números a viabilidade técnica e econômica desse sistema em relação aos modelos convencionais de produção utilizados atualmente. Ele citou exemplos da Fazenda da Toca e de José Christovam pecuarista do Mato Grosso, entre outros parceiros e clientes que ele acompanha em suas consultorias.

Na nossa opinião, a expansão da agricultura sintrópica vai depender não apenas da mecanização, apontada atualmente como o maior gargalo, mas principalmente da organização, sistematização de processos e da comunicação intraespecífica e interespecífica entre todos os agentes envolvidos no setor. 

2) O segundo ponto destacado por Ernest foi: A agregação de valor – Da floresta  à boca do consumidor.

Comentamos com o Ernst sobre problemas relatados por empreendedores que implementaram o sistema de agricultura sintrópica com o objetivo de consolidar pequenos e médios empreendimentos, mas que perdem forças e competitividade pelo excesso de produção (parece até piada, mas a abundância também pode gerar problemas), dificuldade em acessar canais de comercialização, viabilidade econômica de oferecer no mercado produtos a preços acessíveis e competitivos.

Nesse sentido, de acordo com o Ernst, além de estudar o mercado e planejar o que, como e quando produzir e vender, uma das maiores estratégias que ele utiliza e recomenda é o beneficiamento ou agregação de valor. Ele citou na conversa vários exemplos de produtores que melhoraram o resultado financeiro de seus negócios transformando suas matérias primas de baixo valor em produtos de alto valor agregado. Ele é o próprio exemplo disso e afirma que somente depois que passou a comercializar produtos processados diretamente com o consumidor final obteve margens de lucro positivas.

Outra estratégia comentada é de atender nichos de mercado. É importante pesquisar o mercado, planejar a melhor forma de atendê-lo e promover seus produtos e explorar  canais de comercialização alternativos.

A estratégia que deve ser considerada antes de começar a produzir é de ao invés de se produzir grande variedade e volume para fins comerciais, focar em produtos que possuem mercados consolidados e quem sabe, em alguns casos, criar novos nichos de mercado até então impraticáveis em determinada região.

“Um bom trabalho no beneficiamento da matéria prima e atendimento de nichos de mercado podem quadruplicar o valor pago ao produtor”.

3) A terceira e última mensagem Mensagem do Ernst é: Além de profissional seja sempre um cientista.

Pelo que entendemos nessa mensagem, o Senhor Götsch quis dizer que ao invés de procurar receitas e métodos prontos para replicar, o papel do agricultor/empreendedor é de estudar, investigar, testar e criar novos modelos que mais se adaptam a sua realidade. Criar novas soluções através de combinações criativas. Uma vez testada pode-se então expandir e escalar a produção ou não.

Um novo empresário que entrou para o ramo dos negócios sustentáveis e da Agrofloresta Sintrópica, Pedro Diniz da Fazenda da Toca, tem um lema que traduz muito bem a importância da visão estratégica profissional e empreendedora: Comece pequeno, pense grande e aja rápido.

Para se construir um negócio sustentável ambientalmente, socialmente e economicamente viável ao longo do tempo com agrofloresta é importante antes de começar, ter uma visão sistêmica e integrada do campo à boca do consumidor. Saber o ponto de partida (diagnóstico), onde quer chegar (objetivos), conhecimentos e habilidades que devem ser desenvolvidas para fazer da agrofloresta o seu melhor negócio.
Gostou? Junte-se à maior comunidade de empreendedores em agrofloresta do mundo! Curta, compartilhe na sua comunidade, com seus amigos e empreendedores dispostos à fazer com a natureza o melhor negócio ou investimento.

Há Braços!

 

Sistema Agroflorestal, Agrofloresta, Integração Lavoura, Pecuária Floresta (ILPF), Agroforestry, Agricultura Sintrópica, Agricultura regenerativa, Agroforestry e Sistemas Agroforestales…..

São os diversos nomes dados para o único sistema de produção que arrebenta o paradigma DA PRODUÇÃO de alimentos x CONSERVAÇÃO dos recursos naturais.

É a SOMA DE TODO CONHECIMENTO e tecnologia agronômica já desenvolvidos pela ciência moderna e pela observação das práticas dos povos tradicionais de todo o planeta.

Estamos falando do passado e do presente reunidos, sem preconceito ou crenças, para garantir o FUTURO das próximas gerações.

Trata-se de um sistema que ao mesmo tempo que é SIMPLES de entender por estar presente ao redor de todos, basta observar a natureza, é COMPLEXO pela necessidade de estar integrado com um bom planejamento e gerenciamento dos recursos e processos ao longo da dinâmica ecológica e econômica que estamos inseridos.

Os SAFs permitem DIVERSIFICAÇÃO na mesma área ou unidade produtiva, ao mesmo tempo. Seja culturas anuais, perenes, semi perenes, florestais e animais.

Vantagens dos sistemas agroflorestais:
>>> Otimização de uso do ESPAÇO: área de terra e taxa fotossintética, representando maior eficiência produtiva!
>>> Pouca área e MUITA produção!
>>> Regeneração da natureza: atuar a favor dos processos naturais e por isso é ECONOMIA de insumos!
>>> Diversificação da produção e BIODIVERSIDADE: Mais colheitas durante o ano e produtos de maior valor; Saladas, ervas, frutas, madeira e produtos de origem animal!
>>> Uso eficiente da ÁGUA: Menos desperdício e recarga dos lençóis freáticos!
>>> Valorização do capital SOCIAL da fazenda, chácara, sítio ou até mesmo da agricultura urbana. Como isso? Sem agrotóxicos ou veneno no ambiente gerando saúde para as pessoas. Produtos de valor agregado geram mais renda e dignidade de trabalho em local apropriado, com sombra e PERSPECTIVA de crescimento!

E a Sintropia? SINTROPIA é o oposto de Entropia, um conceito da física. É uma quebra de paradigma muito grande, que muda completamente a forma de se pensar na agricultura, na vida e na economia. Sintropia é o processo de geração de abundância, oposto da escassez, que rege a sociedade.

O que é Agrofloresta pra você?!

Quer saber como e quando ter sua agrofloresta de sucesso?

Venha conosco e sinta a verdadeira abundância.
Confira em nosso canais uma amostra do que te aguarda!

Seja um empreendedor em agrofloresta. Saiba mais em http://www.agroflorestadofuturo.combr
Abraços!

 

“Onde as necessidades do mundo e os talentos se cruzam, aí está a vocação.” (Aristóteles)

Pra começar vamos analisar alguns fatos e números que mostram a VOCAÇÃO do nosso País. Onde a sorte e a necessidade mundial se encontram.

>>> Qual país do mundo possui território continental como o nosso?
>>> Quem possui a maior reserva hidrológica do planeta?
>>> Aonde encontramos um clima ideal para desenvolver 90% das espécies alimentícias do planeta?
>>> Qual nação ainda possui 61% de sua vegetação nativa preservada, a maior biodiversidade do planeta e as leis mais rígidas de conservação?
>>> Aonde está a população mais conectada com a terra, com a natureza, alegria, disposição de fazer de tudo para ver a felicidade do próximo, sem crenças limitantes, preconceitos de raça, religião ou de gênero?

O Brasil é o país da tradição agropecuária e da preservação da natureza. Produz comida suficiente para abastecer toda a população e ainda exportar para aqueles que não tem condições de fazê-lo. Essa é nossa vocação.

Somamos nosso ambiente >>clima e insolação<< recursos >>naturais, humanos, físicos, estruturais<<

ao conhecimento e cultura de todos os povos aqui reunidos >>Europeus, Africanos, Asiáticos e Americanos<<.

Resultado? Potencialidade ilimitada para alimentar o mundo. O Brasil e seus números extraordinários: >>> 8.5 milhões de km² de terra, ou 4,5 hectares para cada brasileiro <<< >>> 6.9 Km cúbicos de água doce, ou 43 mil metros cúbicos por pessoa <<<

>>> A área cultivada com alimentos soma 8% do território <<<

>>> 60 milhões de hectares foram utilizados para o plantio de grãos no Brasil em 2016 <<<

>>> A safra de grãos em 2017 apresentou um novo recorde ao alcançar cerca de 232 milhões de toneladas, 24,3% ou 45,4 milhões de toneladas a mais frente às 186,6 milhões de toneladas da colheita de 2016. A soja e o milho representam 90% do total produzido. Os demais foram feijão, trigo, aveia, cevada, arroz, canola, centeio e triticale.<<<

>>> A produtividade média dos grãos é de 3.3 toneladas / hectare. <<<

>>> A área de pastagem estimada é de 170 milhões de hectares e o rebanho bovino de 210 milhões de cabeças. A produção em 2016 foi superior a 9 milhões de toneladas de carne. Embora a produtividade média brasileira seja de 6@ de carne/ hectare/ano, já se sabe que no sistema ILPF chega a à 32@ / hectare/ ano.

>>>O consumo médio mundial de carnes em 2016 foi de 7 kg/habitante. O brasileiro consome em média 100 kg/ano, mas a recomendação da OMS é de 30 kg!!!<<<

>>> A produção de frutas em 2017 será de aproximadamente 44 milhões de toneladas. Desses, a laranja representa quase a metade do volume. Isso mantém o Brasil como terceiro maior produtor de frutas do mundo, atrás apenas da China e da Índia, respectivamente. A área plantada cobre mais de 2 milhões de hectares. Ou seja, produtividade de 45 toneladas de frutas/ hectare.<<<

>>> Cada brasileiro come em média 57 kg de frutas/ano, mas a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o consumo diário de 400 gramas ou 120 kg per capita/ano.<<<

>>> O setor agropecuário brasileiro cresce em média 10% ao ano. Representa 23% de participação do PIB e 48% das exportações, de mais de 500 itens para quase 170 países. São 18 milhões de empregos diretos e indiretos envolvidos. <<<

Para a Agrofloresta do Futuro o agricultor é acima de tudo um empreendedor, seja pequeno, médio ou grande. Independentemente do tamanho, complexidade ou do nível de tecnologia empregada. OS SAF’S geram renda, emprego, dignidade e honra para aqueles que atuam no segmento que alimenta pessoas e preservando o patrimônio natural. Apesar do agricultor ter sido desvalorizado, marginalizado, empobrecido e desapoderado, sabemos que as dinâmicas estão mudando. Veja que muito do que está sendo praticado a pelo menos 60 anos, por um lado possibilitou o desenvolvimento das cidades, da urbanização e da industrialização, mas, por outro, apresenta sequelas sociais, econômicas e ambientais extremamente desafiadoras. Certamente as tendências e aptidões apresentam vários desafios, porém, com a certeza de que a superação de cada um deles trarão inúmeros benefícios a todos os agentes envolvidos, dos produtores, consumidores e prestadores de serviços.

>>> Até 2050 teremos mais de 1 bilhão de pessoas a mais no planeta para alimentar.
>>> O pequeno agricultor ocupa hoje papel decisivo na cadeia produtiva que abastece o mercado brasileiro. 70% do que é consumido internamente. São 4,5 milhões de famílias produzindo no campo.

>>> Cerca de 8 milhões de jovens que hoje vivem no campo têm participação ativa na produção agrícola.

>>> O mercado de alimentos saudáveis, orgânicos e funcionais é o que mais cresce no mundo. As pessoas estão cada vez mais conscientes e indomadas, incentivando formas preventivas de cuidar da saúde, qualidade de vida e diversidade.

A vocação do mundo é a natureza. Precisamos dela e ela de nós. São 1 bilhão de pessoas passando fome no mundo e áreas desertificadas que somam o tamanho do território Brasileiro. Ainda temos as mudanças climáticas que agrava a produção agrícola e a migração dos povos em muitos locais do planeta.

Como a agrofloresta vai tornar o Brasil o país do Futuro? Considerando que o SAF tem capacidade de produzir até 80 Toneladas de alimentos orgânicos/hectare/ano, gerando uma receita bruta de até R$ 400 mil/hectare/ano, basta fazer algumas contas com os números apresentados aí em cima para se chegar a uma conclusão de que é possível acabar com a fome, com o desemprego e com a crise.

Além disso, qual é o empreendimento que possibilita produzir água, alimentos, regenerar a natureza e dar bons resultados produtivos e financeiros, as vezes mais atrativos que um empreendimento na cidade?

Vamos compartilhar com os amigos as novas oportunidades! Contribua com seu comentário aqui, reforçando essa visão.

Nos siga no Face, YouTube e Instagram e receba as notificações que irão transformar a forma de empreender na natureza!

Há braços!