REVELADO O SEGREDO DA AGROFLORESTA DE SUCESSO

Agrofloresta Revelado o Segredo do sucesso da agrofloresta - Rafael Rübenich e Lucas PizarroFuturo

 

O SEGREDO DA AGROFLORESTA DE SUCESSO

Por: Rafael Rübenich e Lucas Pizarro.

A Agrofloresta do Futuro teve a honra de se encontrar na Chapada dos Veadeiros com o Mestre Ernst Götsch para bater um papo descontraído e muito produtivo. O nosso propósito na conversa foi de descobrir sua visão de COMO a agricultura sintrópica se tornará o principal sistema de produção de alimentos do Brasil e do mundo e quais os próximos passos que os jovens produtores e empreendedores precisam se atentar para atingir esse objetivo. E o segredo foi revelado.

Você já deve conhecer a história e atuação deste notável protagonista da verdadeira revolução verde. Ele dedica sua vida à transformação que quer ver no mundo para as próximas gerações: O paraíso de abundância na Terra, onde o homem e a natureza prosperam juntos, cumprindo cada um suas funções, motivados pelo prazer interno, cooperando mutuamente, com amor incondicional e livres da competição.  Esses princípios básicos são os mesmos que fundamentam a filosofia e as técnicas da agrofloresta ou agricultura sintrópica e são reiterados incansavelmente por ele em todas as suas aulas e apresentações.

Foi a partir dessa visão ampla como agricultor, cientista, professor e empreendedor que ele sintetizou e sistematizou com êxito um conjunto de técnicas desenvolvidas utilizadas pela própria natureza. As Florestas. É muito claro que a base de seu conhecimento transpõe a combinação da ciência moderna e da agricultura tradicional de vários continentes.

O resultado deste esforço é naturalmente reconhecido por pessoas do mundo todo, que mesmo de origens culturais diversificadas reconhecem a lógica e intuitivamente espalham a semente desse modelo de agricultura regenerativa por todos continentes.

Suas aulas e apresentações são acompanhadas atentamente por pessoas de todos os níveis de formação escolar e diferentes faixas etárias que tem em comum a vontade de empreender seu tempo, recursos e energia em algo que faça sentido para o planeta ou para o todo. Pessoas que querem unir o útil ao agradável e até viver de agricultura sintrópica.

E já existem muitos casos que mostram que é possível, porém, Ernst Götsch frisa que  além dos princípios e técnicas da agricultura sintrópica aplicadas na produção seja na fazenda, no sítio, chácaras, pequenos ou grandes empreendimentos, há de se atentar para ciclos, etapas e combinações, que devem ser consideradas ao se projetar uma agrofloresta ou criar agroecossistemas.

Evidentemente esses ciclos e conhecimentos não ocorrem apenas nos patamares biológicos e agronômicos de produção. É necessário ter sensibilidade para observar a capacidade e limitações do seu local e do seu mercado, flexibilidade para definir metas e agilidade para tomar decisões e assim então construir um empreendimento sólido e sustentável.

De fato, essa nova geração de produtores, empreendedores e cientistas do campo que desejam trilhar os passos em direção a sua agrofloresta de sucesso já tem muito conhecimento e ferramentas disponíveis. Mas, apesar da facilidade de acesso à informação na era digital, é necessário que se preparem para desafios que vão além de conhecer os consórcios mais rentáveis e as técnicas de plantio e manejo mais eficientes.

Ernest Götsch deixa bem claro que: “Muitas pessoas acham que é só fazer cursos, voltar pra casa, produzir e viver disso. Mas se dão conta que ser Produtor é uma das profissões mais difíceis e complexas que existem no mundo; O produtor também deve ser artista (criativo) e continuar sempre como cientista (testando hipóteses). Em suas palavras: O conhecimento é o maior insumo da agricultura sintrópica, que é focada principalmente em processos e não apenas em insumos e produtos.”

O Sr. Ernst já provou que as técnicas da agricultura sintrópica podem ser aplicadas em qualquer bioma do nosso País ou continente, independentemente do nível de degradação, disponibilidade de recursos ou do tamanho da área. Parece utopia, mas técnica e cientificamente estamos falando de um modelo que elimina o paradigma da produção versus conservação.

Uma vez que não restam dúvidas sobre a eficiência deste modelo de produção, nossa principal missão ao encontrar com o Ernst foi de descobrir então quais os passos que os novos empreendedores/produtores de agricultura sintrópica devem trilhar para criar e expandir seus negócios agroflorestais sintrópicos. 

E sacadas importantes foram compartilhadas conosco confirmam que Ernst está sempre alinhado e pronto a ajudar a comunidade da Agrofloresta que tem o espírito empreendedor.

1) O primeiro deles é: A importância do profissionalismo na agricultura sintrópica.

Confirmamos nesse papo que o professor e empreendedor Ernst Götsch compartilha da visão sobre a importância do profissionalismo na agricultura sintrópica.

Muitos empreendedores se surpreendem com a complexidade da atividade rural, principalmente quando se deparam com a necessidade de desenvolver novas habilidades que vão além do trabalho no campo. Uma vez que  Os processos envolvidos em um empreendimento agroflorestal  vão  além da produção, é necessário se atentar para área financeira, administrativa, de comercialização e de recursos humanos. Nessas áreas  o empreendedor deve exercer diferentes funções como o planejamento, organização, direção e controle das atividades.

Como o próprio Ernest disse: é arte com profissionalismo.

De acordo com Ernst, sua experiência com grandes produtores fortaleceu a agricultura sintrópica, pois só a organização e sistematização do negócio puderam demonstraram em números a viabilidade técnica e econômica desse sistema em relação aos modelos convencionais de produção utilizados atualmente. Ele citou exemplos da Fazenda da Toca e de José Christovam pecuarista do Mato Grosso, entre outros parceiros e clientes que ele acompanha em suas consultorias.

Na nossa opinião, a expansão da agricultura sintrópica vai depender não apenas da mecanização, apontada atualmente como o maior gargalo, mas principalmente da organização, sistematização de processos e da comunicação intraespecífica e interespecífica entre todos os agentes envolvidos no setor. 

2) O segundo ponto destacado por Ernest foi: A agregação de valor – Da floresta  à boca do consumidor.

Comentamos com o Ernst sobre problemas relatados por empreendedores que implementaram o sistema de agricultura sintrópica com o objetivo de consolidar pequenos e médios empreendimentos, mas que perdem forças e competitividade pelo excesso de produção (parece até piada, mas a abundância também pode gerar problemas), dificuldade em acessar canais de comercialização, viabilidade econômica de oferecer no mercado produtos a preços acessíveis e competitivos.

Nesse sentido, de acordo com o Ernst, além de estudar o mercado e planejar o que, como e quando produzir e vender, uma das maiores estratégias que ele utiliza e recomenda é o beneficiamento ou agregação de valor. Ele citou na conversa vários exemplos de produtores que melhoraram o resultado financeiro de seus negócios transformando suas matérias primas de baixo valor em produtos de alto valor agregado. Ele é o próprio exemplo disso e afirma que somente depois que passou a comercializar produtos processados diretamente com o consumidor final obteve margens de lucro positivas.

Outra estratégia comentada é de atender nichos de mercado. É importante pesquisar o mercado, planejar a melhor forma de atendê-lo e promover seus produtos e explorar  canais de comercialização alternativos.

A estratégia que deve ser considerada antes de começar a produzir é de ao invés de se produzir grande variedade e volume para fins comerciais, focar em produtos que possuem mercados consolidados e quem sabe, em alguns casos, criar novos nichos de mercado até então impraticáveis em determinada região.

“Um bom trabalho no beneficiamento da matéria prima e atendimento de nichos de mercado podem quadruplicar o valor pago ao produtor”.

3) A terceira e última mensagem Mensagem do Ernst é: Além de profissional seja sempre um cientista.

Pelo que entendemos nessa mensagem, o Senhor Götsch quis dizer que ao invés de procurar receitas e métodos prontos para replicar, o papel do agricultor/empreendedor é de estudar, investigar, testar e criar novos modelos que mais se adaptam a sua realidade. Criar novas soluções através de combinações criativas. Uma vez testada pode-se então expandir e escalar a produção ou não.

Um novo empresário que entrou para o ramo dos negócios sustentáveis e da Agrofloresta Sintrópica, Pedro Diniz da Fazenda da Toca, tem um lema que traduz muito bem a importância da visão estratégica profissional e empreendedora: Comece pequeno, pense grande e aja rápido.

Para se construir um negócio sustentável ambientalmente, socialmente e economicamente viável ao longo do tempo com agrofloresta é importante antes de começar, ter uma visão sistêmica e integrada do campo à boca do consumidor. Saber o ponto de partida (diagnóstico), onde quer chegar (objetivos), conhecimentos e habilidades que devem ser desenvolvidas para fazer da agrofloresta o seu melhor negócio.
Gostou? Junte-se à maior comunidade de empreendedores em agrofloresta do mundo! Curta, compartilhe na sua comunidade, com seus amigos e empreendedores dispostos à fazer com a natureza o melhor negócio ou investimento.

Há Braços!

0 Comments

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s